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Os paradoxos do Cristianismo - G. K. Chesterton

"Alguns céticos descreveram que o grande crime do Cristianismo tinha sido o seu ataque contra a família. O Cristianismo arrastava as mulheres para a solidão e para a vida contemplativa de um mosteiro, longe de seus lares e de seus filhos. Mas logo outros céticos(ligeiramente mais avançados) vinham dizer que o grande crime do Cristianismo era forçar-nos ao casamento e à constituição da família, condenando as mulheres ao duro trabalho do lar e dos filhos, proibindo-lhes a solidão e a vida meditativa. As acusações eram, na verdade, contraditórias. Dizia-se, ainda, que algumas palavras das Epístolas ou do Rito do Matrimônio revelavam desprezo pelo intelecto das mulheres. No entanto, concluí que os próprios anticristãos sentiam desprezo pelo intelecto das mulheres, porque seu grande desdém pela Igreja no continente era devido ao fato de afirmarem que “só as mulheres” a freqüentavam." Leia mais...

10 anos de vida

Era um jovem de mais ou menos 18 anos que só tinha vontade de uma coisa: morrer. As coisas simples como sorrir, abraçar um amigo, olhar nos olhos, bater um papo, sonhar, não faziam parte da sua pessoalidade. Sorria somente com a desgraça dos outros; abraçava para tirar proveito; olhos nos olhos, jamais; trocar uma idéia com alguém era risco de perder sua moral. Sonhar? Preferia ficar acordado, bem acordado. Um viciado sabe que para permanecer vivo tem que se vestir de uma armadura pesada todos os dias. No mundo do tráfico é ainda pior. A sensação é que até a sua respiração é vigiada, principalmente se está sob o efeito das drogas. Para ele cada despertar era um convite à guerra, onde o campo de batalha era sua mente. “Não existe paz interior, o desespero é constante, não pára!”, reclamou ele um dia. A armadura pesada servia para esconder o homem frágil que se refugiava ali dentro e o efeito das drogas servia para amenizar a angústia que nunca ia embora. Ele conta que dos 13 aos 17 anos...

Faleceu o gigante D. Estevão Bettencourt

Por Felipe Aquino * Faleceu nesta madrugada (14 abril 2008) o grande monge beneditino D. Flávio Estevão Bettencourt, incansável difusor da sabedoria cristã e defensor da Igreja Católica. Santa Teresa de Ávila recomendava que o diretor espiritual fosse alguém “sábio, douto e santo”; alguém certamente muito difícil de encontrar. Mas, nos quarenta anos em que acompanhei a trajetória de D. Estevão, penso que encontrei neste homem o diretor recomendado por Santa Teresa. Certa vez eu lhe disse que ficava preocupado com tantas dúvidas que lhe enviava; sua resposta foi essa: “Professor, não se preocupe, dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria a Deus”. É difícil encontrar alguém com tamanha fé, espiritualidade, intelectualidade e capacidade de trabalho desse gigante da Igreja. Passou grande parte de sua vida no Mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro, mas ali, serviu ao seu Senhor. D. Estevão nasceu no Rio de Janeiro em 16 de Setembro de 1919. Aos quatro anos de idade foi com os pais para Par...