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As ilusões da astrologia

[...]Por que achar que o homem tem seu destino traçado? Onde fica o livre arbítrio? Ora, sem liberdade, também não há responsabilidade. A tirar as devidas conseqüências da astrologia, então se alguém comete um crime, esta pessoa poderia diminuir sua culpa, ou mesmo excluí-la, apelando para a fatalidade dos astros. Seria o caos na sociedade. Ninguém responderia por mais nada. O abalo da astrologia (e de outras formas de determinismo) na moral do homem são imensos. Que posso fazer, se já está tudo mais ou menos definido? A que se reduz me papel neste mundo? Há uma tendência ao conformismo. O que a astrologia produziu se comparada, por exemplo, com a "alma inquieta" de um Santo Agostinho? Ou com a "empolgação" de um São Francisco? O motivo para tamanha discrepância é bem simples: enquanto Jesus diz que é preciso "nascer do alto" (Jo 3,3), e em âmbito mundial, (Mc 16,15-16), a máxima preocupação do astrólogo é tentar prever o destino que já está traçado![...]...