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Mostrando postagens de junho, 2008

Harry Potter versus As Crônicas de Nárnia

Por Charles Colson A série de livros é popular com crianças do mundo todo - mas o autor britânico está sendo “queimado” pela comunidade cristã. As pessoas argumentam que, desde que os livros estão repletos de bruxaria e magia, bolas de cristal e encantamentos, eles não deveriam ser indicados para as crianças lerem. Você pode pensar que estou falando de J. K. Rowling, a autora dos popularíssimos livros Harry Potter. Mas não estou. Estou falando de C. S. Lewis. Cinqüenta anos atrás, os cristãos acusaram Lewis de ensinar feitiçaria às crianças. Ainda hoje, muitos cristãos - inclusive eu - consideram as Crônicas de Nárnia um clássico e os livros e filmes de Nárnia são encontrados em muitas bibliotecas de igrejas. Há cristãos que dizem que não existe diferença entre as estórias de Nárnia e as de Harry Potter. Alguns insinuam que ambas deveriam ser condenadas, outros elogiam ambos. Muitos cristãos amam Lewis enquanto têm severas reservas quanto a Harry Potter. Eu me incluo nesta última cate...

Querem matar o romantismo

Por Michelson Borges * Na semana do Dia dos Namorados, a revista Veja contraria o clima e publica uma entrevista com o médico psiquiatra Flávio Gikovate, autor de Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, ele ataca o amor romântico e defende o individualismo, "entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio". "Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que 'é impossível ser feliz sozinho'. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos." É claro que é possível ser feliz sozinho, mas isso não significa que o amor romântico não deva ser almejado e alimentado ou que o individualismo seja um mérito. A seguir, alguns trechos da entrevista, com meus comentários entre colchetes: "As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pess...

Somos feitos para o eterno

Por Pe. Roger Luis Uma das grandes dificuldades dos tempos atuais é que o mundo ensina as pessoas a fazerem opções transitórias, passageiras. E isso tem feito um grande mal à sociedade que, sem identidade, tem experimentando um vazio existencial. O homem foi criado por Deus para ser eternizado. Deus o fez perfeito, deu a ele um jardim que se chamava Éden, onde viveria feliz por toda a eternidade. Porém, o homem fez a opção de desobedecer, de seguir sua vontade, de se deixar enganar por aquilo de mais passageiro que havia no jardim: a árvore do conhecimento do bem e do mal, da qual Deus lhe disse que não comesse do seu fruto. Desde essa queda, o homem vem sendo tentado a optar pelo vazio, pelo passageiro, pelo transitório. No entanto, trazemos impresso no nosso “DNA espiritual” a característica de vivermos para o eterno, para as coisas que não passam, não enferrujam e a traça não corrói (cf. Mt 6,19). Somos capazes de viver o eterno neste tempo que se fragmenta dia após dia. Somos capa...