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Em busca da felicidade

Por Padre Rufus Pereira Um jovem rico procurou o Filho de um carpinteiro, que não vinha da capital judaica, mas sim, da província do norte da Galiléia, que era muito pobre. Esse jovem perguntou a Jesus: “Mestre, o que devo fazer para ter a vida eterna?” O que significa a felicidade, a paz. Centenas de jovens vão todos os meses da Europa para a Índia. E se você perguntar por que eles estão deixando os países deles para uma terra de tantos miseráveis e desconfortos, eles dirão: “Viemos aqui em busca da paz e da felicidade. Diga-nos aonde devemos ir. Queremos ir a uma casa de retiros dos hindus. Diga-nos a que guru devemos procurar”. Era exatamente isso que aquele jovem rico pedia a Jesus. Vocês sabem muito bem a resposta. Vocês acreditam na doutrina católica. O jovem rapaz declarou ao Senhor que desde que se lembrava havia tentado ser bastante religioso, acreditava em toda a doutrina da religião e ainda assim era infeliz. Isso é o que muitas pessoas dizem no dia de hoje: “Eu tentei tudo...

O Amor, segundo São Paulo

Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse amor, seria como um sino ruidoso ou como címbalo estridente. - Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse amor, eu não seria nada. - Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria. - O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. - Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. - Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. - Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. - O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá. - Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia. - Mas, qua...

Por que esta vida é tão precária?

Por Felipe Aquino Uma das reflexões mais profundas que podemos fazer é sobre a efemeridade de todas as coisas que envolvem nossa existência. Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim aqui nesta vida. Qual seria o desígnio de Deus nisso? Cada dia de nossa vida temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos, etc. Tudo é precário, nada é duradouro; tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do cora­ção e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete sem cessar suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório… nada permanente. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha, todo dia que nasce logo termina… e assim tudo passa, tudo é transi­tório, Por que será? Qual a razão de nada ser duradouro? Com­pra-se uma camisa nova, e logo já está surrada; compra-se um carro novo, e logo ele estará bastante rodado e vencido por...

Exultat

Também chamado de Pregão Pascal ou ainda Precónio Pascal, esse poema anuncia a vitória de Cristo sobre as trevas, sobre o pecado. É belíssimo ouví-lo em canto gregoriano enquanto a igreja é iluminada apenas pelas velas dos fiés. Ontem foi a priemeira vez que fui à Vigília Pascal. Concerteza foi uma das celebrações mais bonitas que já participei. Feliz Páscoa! Exultem de alegria nas alturas os anjos com seu canto de louvor. Na terra façam coro as criaturas unindo-se aos ministros do Senhor. Cantemos a vitória fulgurante de Jesus Cristo Rei sobre o pecado; e todo o Mundo, livre, também cante por sua santa Luz iluminado. Alegre fique a nossa Mãe Igreja ornada pelo clarão do lume novo; e, dentro deste templo, hoje seja alegre a voz sonora do seu Povo. É mais do que um dever: é salvação cantar, com o fervor da nossa voz, ao Filho de Deus Pai, o novo Adão, que a dívida pagou por todos nós. Aqui viemos hoje celebrar a Páscoa em que Jesus é imolado; pois Ele é o Cordeiro, que vai dar o sangue ...

A descida de Jesus à Mansão dos Mortos

Por Felipe Aquino De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo (séc IV), de um autor grego desconhecido - Da Liturgia das Horas – II leitura do Sábado Santo Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam à séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai, antes de tudo, à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, e agora libertos dos sofrimentos. O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espí...