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Harry Potter versus As Crônicas de Nárnia

Por Charles Colson A série de livros é popular com crianças do mundo todo - mas o autor britânico está sendo “queimado” pela comunidade cristã. As pessoas argumentam que, desde que os livros estão repletos de bruxaria e magia, bolas de cristal e encantamentos, eles não deveriam ser indicados para as crianças lerem. Você pode pensar que estou falando de J. K. Rowling, a autora dos popularíssimos livros Harry Potter. Mas não estou. Estou falando de C. S. Lewis. Cinqüenta anos atrás, os cristãos acusaram Lewis de ensinar feitiçaria às crianças. Ainda hoje, muitos cristãos - inclusive eu - consideram as Crônicas de Nárnia um clássico e os livros e filmes de Nárnia são encontrados em muitas bibliotecas de igrejas. Há cristãos que dizem que não existe diferença entre as estórias de Nárnia e as de Harry Potter. Alguns insinuam que ambas deveriam ser condenadas, outros elogiam ambos. Muitos cristãos amam Lewis enquanto têm severas reservas quanto a Harry Potter. Eu me incluo nesta última cate...

Querem matar o romantismo

Por Michelson Borges * Na semana do Dia dos Namorados, a revista Veja contraria o clima e publica uma entrevista com o médico psiquiatra Flávio Gikovate, autor de Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, ele ataca o amor romântico e defende o individualismo, "entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio". "Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que 'é impossível ser feliz sozinho'. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos." É claro que é possível ser feliz sozinho, mas isso não significa que o amor romântico não deva ser almejado e alimentado ou que o individualismo seja um mérito. A seguir, alguns trechos da entrevista, com meus comentários entre colchetes: "As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pess...

Somos feitos para o eterno

Por Pe. Roger Luis Uma das grandes dificuldades dos tempos atuais é que o mundo ensina as pessoas a fazerem opções transitórias, passageiras. E isso tem feito um grande mal à sociedade que, sem identidade, tem experimentando um vazio existencial. O homem foi criado por Deus para ser eternizado. Deus o fez perfeito, deu a ele um jardim que se chamava Éden, onde viveria feliz por toda a eternidade. Porém, o homem fez a opção de desobedecer, de seguir sua vontade, de se deixar enganar por aquilo de mais passageiro que havia no jardim: a árvore do conhecimento do bem e do mal, da qual Deus lhe disse que não comesse do seu fruto. Desde essa queda, o homem vem sendo tentado a optar pelo vazio, pelo passageiro, pelo transitório. No entanto, trazemos impresso no nosso “DNA espiritual” a característica de vivermos para o eterno, para as coisas que não passam, não enferrujam e a traça não corrói (cf. Mt 6,19). Somos capazes de viver o eterno neste tempo que se fragmenta dia após dia. Somos capa...

Você tem medo de quê?

Por José Eduardo Moura * Todos nós sentimos algum tipo de medo; sentimento, o qual, muitas vezes parece ser maior do que aquilo que poderíamos suportar. Temos medo do desconhecido, da ameaça de dor e de outras coisas que as pessoas possam nos induzir a sentir a fim de obter o controle sobre nossas emoções. No estresse provocado pelo medo o coração acelera, as mãos suam, e o pavor é estampado em nossa face. Embora pareça incontrolável, precisamos aprender a vencer um fantasma que se aproxima de nós camuflados em nossas inseguranças, más experiências e ansiedades. Alguns adultos, cansados da labuta do dia, intimidam suas crianças com histórias fantasmagóricas, as quais, no imaginário infantil, ganham vida e as aterrorizam. Assim, elas facilmente transformam as sombras da noite em terríveis monstros; os passos de um animal no quintal em pegadas de lobisomem; e o quarto, na privação da luz, em calabouços. Muitos pais aplicam dentro de casa os mesmos procedimentos comuns de terroristas e t...

Quando 1 + 1 + 1 = 1

Disse o Papa Dâmaso: "Deus é único, mas não solitário". Entende-se que em Deus há uma única essência e três pessoas distintas. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo (três pessoas); mas não deixa de ser um único Deus. O Cristianismo não é uma religião politeísta. Nós, cristãos cremos (ou devemos crer) numa única divindade. Javé? Jeová? Não exatamente. Cremos sim no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Quem acredita somente em Javé (ou Jeová) é judeu... Ou não... Os Testemunhas de Jeová não acredita que Jesus é Deus, nem o Espírito Santo (falando nisso, dá uma olhada aqui ). Eles creêm que somente Jeová é Deus e que Deus é somente Jeová. Já os mórmons são praticamente politeístas: eles acreditam que existem vários deuses, que cada um cuida do seu universo (inclusive esse) e que, um dia, eles já foram homens mortais! Voltemos à crença na Santíssima Trindade, professada pelos católicos e pela maioria dos cristãos... Conta-se que, certo dia, Santo Agostinho andava em uma praia e medit...

Feminismo: uma forma sutil de machismo

Por Aline Taddei * O feminismo, ao pretender que as mulheres sejam dignas e respeitadas porque iguais ao homem em tudo, nada mais faz do que ignorar as diferenças entre os dois sexos. Se a mulher é digna quando é igual ao homem, então o homem é o parâmetro. E isso é machismo! Se a mulher só é livre e respeitada porque faz tudo o que faz o homem, então o homem é o ideal a ser alcançado, o exemplo a ser imitado. E isso é machismo! O feminismo, pois, é uma forma sutil de machismo. *É advogada, professora e autora do blog Femina .

Reflexões sobre o caso Isabella

Por Dr. Frei Antônio Moser * Para a mídia no mês de abril só ocorreu um fato realmente importante: o trágico assassinato da menina Isabella. Isto causou uma comoção inédita no Brasil. Por isso mesmo, não só o trágico fato, mas sobretudo a maneira sensacionalista como ele foi tratado, merecem algumas considerações. Uma primeira consideração diz respeito ao papel da mídia. Todos conjugamos democracia e liberdade de imprensa como conquistas inegociáveis. A única dúvida que sobra é sobre o que significa informar. Há uma maneira de apresentar fatos com objetividade, e há outra maneira de apresentar de tal modo os mesmos fatos que eles são completamente distorcidos. Isto é anti-ético. Segunda observação: neste clima dramático criado em torno do caso Isabella, a própria mídia se encarregou de trazer o testemunho de várias crianças, ainda bem pequeninas: elas passaram a ter medo dos seus pais. E aqui já se apresenta espontaneamente uma terceira consideração, justamente na forma da pergunta ap...